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Notícias

Comunicado do Assistente Eclesiástico
2015-05-04

SEM REFERÊNCIAS ESPECIAIS

Certamente muitos dos que receberem esta mensagem se sentirão confundidos. Porquê?

1. As notícias do dia 30 de Abril provocaram muita confusão. E inundaram-me de manifestações de solidariedade. A todos o meu muito obrigado. E um pedido: assunto encerrado!...

2. A Obra Diocesana de Promoção Social (do Porto) é uma nobilíssima  Instituição que diariamente serve mais de 2.500 utentes, tem cerca de 400 dedicados funcionários, serviços em 12 dos bairros sociais mais difíceis da cidade do Porto, uma história de 50 anos e uma direção dedicadíssima. A direção (ou Conselho de Administração) é constituída por leigos voluntários. O seu presidente, Américo Ribeiro, é um homem com pré-aposentação (creio ser essa a designação) e tem sido de uma lealdade absoluta comigo. E eu sou assistente eclesiástico da Obra - foi uma opção de três pessoas: bispo, presidente e eu próprio com a intenção de associar um nome "credível" a uma obra muito credível.

3. Porque a Obra tem serviços espalhados, o seu presidente, voluntário, tem de ser "autoritário": entre outras qualidades, exige dedicação. E tem toda a minha confiança. Ele e o restante Conselho de Administração.

4. A diminuição de utentes provoca diminuição de receita (por parte da Segurança Social e da "residual" comparticipação de utentes) a que não corresponde diminuição de despesa (os custos são fixos independentemente de aqui ou acolá, hoje ou amanhã, poder haver menos algum utente.

5. É bem provável que o zelo de trabalhadores tenha provocado, "ontem ou anteontem",  alguma não-conformidade de informação à Segurança Social sobre a variação de utentes. Não podendo louvar, também não podemos condenar sem alguma reflexão... 
Era exatamente essa a situação em causa. Há objetivos a cumprir. Se diminui o número de utentes há devoluções e se aumenta não há majoração... Responsabilidades? Certamente serão apuradas. E quando o forem serão certamente recolhidas as pedras que estavam prontas para serem arremessadas. Porque o Conselho de Administração (e, em especial, o seu presidente não o é formalmente) e os trabalhadores não o serão moralmente. O assistente eclesiástico certamente que deveria ter ido celebrar mais vezes a uma Instituição que muito preza e que é uma das muito (todas) importantes associadas da CNIS. Mas são tantas as Instituições (2.800) e tão poucos os dias (365)... Depois, não me é lícito celebrar mais que uma missa por dia... (desculpai esta deambulação, mas há momentos em que apenas as deambulações evitam o desvio do precipício da...)... 
Mas uma observação: tanto o assistente como o presidente da Obra Diocesana estão de acordo que se houve financiamento a mais porque em algum momento houve alguma pontual diminuição de frequência, a Obra está já muito disponível para a respetiva devolução...

6. Era exatamente aquilo que estava em causa. A notícia saiu logo no alvorecer do dia imediato ao de duas condecorações. Merecida a da Obra Diocesana. Muito discutível a do Assistente Eclesiástico (que, "por acaso" é presidente da CNIS).

7.A primeira notícia da TVI provocou uma série de notícias. É normal: compreendo (tenho a carteira de jornalista...)! E, de facto, houve intervenção das autoridades na Obra Diocesana. Mas nem a Obra Diocesana (cujo nobilíssimo nome parece que  não aparecia, não é, sequer, uma Obra do Padre Lino Maia!)   Muito me honraria, aliás, se o fosse...

8. Fui "abafado" com manifestações de apreço. Também com algumas interrogações.

9. Durante o dia, a comunicação Social apercebeu-se de alguns equívocos. Corrigiu as informações. À noite, pelas 21:15 horas, num gesto nobre, o diretor de informação da TVI telefonou-me, pediu desculpa, manifestou disponibilidade para aceitar todas as exigências que lhe pusesse. Eu, perante o seu telefonema, depois de dizer que foi bastante tardio (compreendo porque foi um dia muito perturbador para a comunicação social, não certamente por esse facto, mas por causa de outros acontecimentos e de outras notícias), disse-lhe: assunto encerrado.

10. Ponto final: Assunto encerrado.

Lino Maia

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